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INTRODUÇÃO |
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Crônica da Serenata é um relato de um fato verídico, ocorrido em um certo dia, cujos personagens envolvidos pertencem a um certo Grupo de Mocidade 1 , de uma certa Igreja Evangélica.2 Neste dia fui convidado por uma pessoa3 , pertencente ao tal grupo, a participar de uma serenata em homenagem a uma jovem, também participante do grupo, que comemorava aniversário naquele dia. A não ser por “certos detalhes”, que poderiam passar despercebidos a observadores menos atentos, a “festinha” se desenvolveu num clima de aparente normalidade. O que me levou a escrever esta crônica foi à observância de “tais detalhes”, que me foram mostrados, após vários meses do fato ocorrido, de forma clara, em uma madrugada de insônia, fato não muito comum, pois costumo dormir normalmente por quase toda a noite. Nesta noite, conforme tais detalhes me eram revelados, senti-me impulsionado a transcrever e a divulgar tais revelações. Também é incomum o fato de eu estar cumprindo tal impulso, pois normalmente teria me esquecido de tudo ao amanhecer. Espero que o objetivo de Deus, que é o de exortar4 a Mocidade Cristã a respeito de “tais detalhes” – já comuns em seu dia-a-dia – a ponto de passarem despercebidos, seja manifesto e compreendido nas linhas que se seguem:
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DESENVOLVIMENTO DOS FATOS |
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Muito bem, no horário marcado estávamos todos lá, em frente a casa da aniversariante, foram executados três corinhos, presenciados pela sorridente aniversariante, que ao ouvir-nos cantar saiu do interior da casa e recostou-se no portão, enquanto cantávamos. Mostrando-se agradecida, após a execução dos corinhos, a aniversariante cumprimentou-nos, um a um com os tradicionais “três beijinhos”, convidando-nos em seguida a entrar em sua casa, pois seriam servidos, ao grupo de mocidade, alguns salgadinhos durante a confraternização. A confraternização se deu na edícula – construída pelos proprietários, como de costume, nos fundos e fora da residência – onde o grupo, sentado na mesa destinada a servir churrasco, tomando refrigerantes, aguardava a fritura de salgadinhos. 1º detalheTal atitude, aparentemente normal, de receber o grupo na edícula, é passível de várias justificativas, perfeitamente aceitas no meio social, porém segundo os ensinamentos de Cristo, demonstra a não consciência de que o Grupo de Mocidade, ali presente, representava o Corpo de Cristo, pois foi destinado ao Grupo de Mocidade, Membro do Corpo de Cristo5 , um local nos fundos e fora da residência.
Conforme os salgadinhos eram fritos, e servidos ao grupo, desenrolava-se animada conversa, recheada de picantes comentários e insinuações dirigidas a algumas das pessoas ali presentes, todos brincavam, riam, comiam e se divertiam, da mesma forma que acontece em comemorações de jovens não Cristãos. Não fossem os três corinhos, cantados no portão, pensaria não se tratar de Grupo de Mocidade Gristã.
2º detalheNão foi proferida oração nem palavra alguma em agradecimento a Deus pela vida da aniversariante, nem se ouviu louvores7 naquele local. Não houve, sequer, um momento de comunhão8 com Cristo que demonstrasse sua presença naqueles corações. Curiosamente, apesar de ser visitante, repentinamente tornei-me o principal alvo de tais insinuações. Primeiro foi a aniversariante, considerada a “melhor amiga” de minha ex-namorada, que em tom de escárnio supostamente dirigindo-se a minha pessoa disse: ___Não entendo como você pode namorar essa coisa! (supostamente referindo-se a minha ex-namorada). Pois tem pessoas que fazem parte de nossa vida sem que possamos escolhe-las, como por exemplo: não podemos escolher nossos avós, pais, tios e irmãos, mas a pessoa que vamos namorar deve ser “escolhida a dedo”. Neste momento pairou um breve silencio no local, as pessoas entreolhavam-se com olhares insinuantes, imaginando ou concluindo: qual dos dois havia feito a má escolha, e quem era a “coisa”.
3ºdetalheÉ realmente assim? Temos nós a capacidade, ou o direito, de julgar o caráter, o comportamento, ou a vida de uma pessoa.12 4ºdetalheTemos nós o discernimento de avaliar e saber qual a pessoa certa para ser nosso(a) companheiro(a), que critério devemos utilizar para tal avaliação? A estatura, a beleza física16 , a posição social, o prestígio na sociedade, a renda mensal, o grau de escolaridade, a cor da pele, a nacionalidade, a cor dos olhos ou o nome de família? Novamente temos um questionamento como detalhe a ser citado, o quarto detalhe demonstra mais uma vez a ausência de Cristo na vida do jovem, pois somente Cristo tem o conhecimento de qual é a pessoa certa “e certamente não utilizará nenhum dos critérios citados acima”. O jovem pode pensar que está sendo traído por Deus ao descobrir que as pessoas não honram o seu par17 , como gostaria, e chega a se decepcionar, dizendo que serve a Deus durante tantos anos e Ele não lhe retribui tal esforço. Ora! Não existe esforço bastante que se equipare à obra de Deus em nossas vidas. Quem pensa que Deus deve retribuir nossos esforços, em servi-lo18 , “não serve a Deus”, como diz servir, e sim “espera ser servido por Ele”, segundo a sua própria vontade carnal.
Estava eu ainda perplexo, com tal insinuação, quando um outro membro do grupo manifestou-se perante todos, fazendo brincadeiras a respeito de minha ex-namorada, com o intuito de provocar-me a dizer algo. Todos esperavam atentos, a fim de saber qual seria a minha reação. Eu não estava disposto a entrar naquele jogo, por não compartilhar do mesmo espírito que dominava a reunião. Quando fui convidado a participar, imaginei que seria uma reunião de “cunho espiritual” e não contava com tal situação. As pessoas ao meu lado insistiam para que eu desse uma resposta a altura. Pensei comigo, para dar aquela resposta, teria que me rebaixar ao nível dos “escarnecedores”, pois era esse o nível da brincadeira. 5ºdetalheEm uma reunião de Jovens Cristãos, seria de se esperar, no mínimo, uma liderança que se fizesse presente, que tomasse a frente do grupo, orientada pelo Espírito Santo19 , evitando que se cometessem tais excessos. Diante de meu silêncio, uma outra convidada que estava presente, integrante de uma igreja de outra denominação, e também “muito amiga” de minha ex-namorada, comentou com a pessoa que estava a seu lado: __ “Coitadinho” ele não é capaz de dizer uma palavra. 6ºdetalheUm jovem que visita um outro grupo de jovens, geralmente procura esforçar-se para agradar aos seus integrantes, espera uma oportunidade para manifestar-se e ser visto como uma “pessoa legal” . E para atingir tal objetivo, as vezes se esquece de seus próprios princípios, entrando na “onda da turma”.
Bem, a partir daí, as pessoas após comerem todos os salgadinhos e tomarem todos os
refrigerantes, passaram a ir embora em pequenos grupos, e assim terminou
mais uma Serenata do Grupo de Mocidade Cristã.
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CONCLUSÃO |
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Gostaria de esclarecer que este trabalho foi inspirado pela vontade de Deus, pois os “detalhes” abordados aqui são uma pequena parte dos ensinamentos que Cristo tenta transmitir, a todo instante, aos jovens cristãos. O objetivo não é o de criticar nenhuma pessoa, denominação ou grupo, e sim o de oferecer ao leitor, um fato verídico, onde ele possa identificar-se em algumas das situações descritas, mesmo que não tenha participado da serenata, e ter a oportunidade de refletir sobre a sua vida cristã. E constatar se realmente está cumprindo o que Cristo ensinou em sua íntegra, ou se vive uma vida de faz-de-conta, cumprindo somente o que lhe é conveniente. O caminho proposto por Cristo é o caminho árduo, da porta estreita, não se iluda pensando que podes viver neste mundo usufruindo dos prazeres que ele tem a oferecer e ao mesmo tempo servir a Deus. A nossa recompensa por seguir este caminho árduo está na eternidade, lá sim vivenciaremos a verdadeira e plena felicidade. Nada que você conquistar neste mundo será válido para a vida eterna. A posição social, a fortuna, o prestígio na comunidade, o nome de família, a honra dos homens, o status, as propriedades, a cultura, o papel cumprido na sociedade, as amizades, etc; nada disso será aproveitado, nem terá a menor importância no “Reino de Deus”. As Bênçãos de Deus não são no plano material. Não se iluda pensando que conquistas materiais são bênçãos de Deus. As bênçãos de Deus são de âmbito espiritual. Quando Cristo curava os enfermos, Ele pretendia curar também as suas almas, pois foi esta proposta de Deus ao envia-lo. Ele nunca favoreceu ninguém financeiramente. Viva a cada instante com essa certeza em seu coração, passe por essa breve vida terrestre, acumulando riquezas no “Reino de Deus”. Para que isso seja possível é necessário ter Cristo no coração, estar em comunhão constante com Ele, e não se deixar corromper pelas constantes armadilhas do inimigo de nossas almas. |
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